MP3 vs WAV
MP3 e WAV são ambos muito usados e escolhidos por razões diferentes. Esta página põe-nos frente a frente nas coisas que decidem entre eles, e liga aos conversores para as duas direcções — todos eles a correr no seu navegador, sem que o ficheiro seja alguma vez enviado.
A resposta curta
O WAV é a gravação exactamente como foi captada e o MP3 é uma aproximação comprimida dela, pelo que no papel ganha o WAV. Na prática a aproximação é boa o suficiente para que a maioria de quem ouve, na maioria do equipamento, não os distinga, e a diferença de tamanho não é subtil: três minutos são cerca de trinta megabytes como WAV e três a sete como MP3.
A escolha decorre do que acontece a seguir. Se o áudio vai ser editado, o WAV é o que o software quer e voltar a gravar não custa nada. Se vai ser ouvido, levado num telemóvel ou enviado a alguém, o MP3 é o formato que cabe e que tudo reproduz.
A armadilha é converter MP3 para WAV à espera de uma melhoria. Os editores exigem WAV, pelo que a conversão é muitas vezes necessária — mas é um reempacotamento, não um restauro. Se o plano é editar e voltar a exportar, conte com um resultado não melhor do que o MP3 de partida, e ligeiramente pior se a exportação também for com perdas.
Lado a lado
| Propriedade | MP3 | WAV |
|---|---|---|
| Compressão | Com perdas, o som descartado não volta | Nenhuma, cada amostra como gravada |
| Três minutos em estéreo | Cerca de 3 a 7 MB | Cerca de 30 a 32 MB |
| Tags de artista e álbum | Sim | Não |
| Toca nos navegadores | Sim | Sim |
| Publicado | 1993 | 1991 |
Onde diferem de facto
- Tratam a gravação de forma diferente. Um devolve cada amostra exactamente como a recebeu; o outro descarta som que o seu codificador julgou inaudível e não o consegue recuperar.
- Para três minutos em estéreo, MP3 produz o ficheiro menor, e a diferença é ampla o suficiente para decidir quanto cabe num aparelho.
- Só MP3 tem um lugar normalizado para artista, álbum e capa. Converter para o outro perde-os por não haver onde os pôr.
- São quase contemporâneos, e é por isso que se sobrepõem tanto.
O que costuma correr mal
- Converter do que tem perdas para o que não tem não repara nada. O detalhe que o seu codificador descartou não está no ficheiro, pelo que fica com um ficheiro maior a conter exactamente a mesma imagem danificada.
- Converter entre dois formatos com perdas recodifica uma gravação já comprimida, pelo que o resultado é ligeiramente pior do que a entrada seja qual for a qualidade escolhida. Trabalhe a partir da cópia menos trabalhada que tiver.
- Definições de captura, datas e campos de direitos de autor não sobrevivem à ida para o formato que não tem onde os pôr. Se a atribuição interessa, verifique a saída em vez de a presumir, porque a perda é silenciosa.
- Conte com o ficheiro a mudar de tamanho bastante numa direcção. É o comportamento previsto dos formatos e não uma conversão falhada, e apanha quem presume que uma conversão é mais ou menos neutra no tamanho.
Qual escolher
- Escolha MP3 quando
- Escolha MP3 para ouvir, partilhar, publicar e onde quer que se aplique um limite de tamanho — ou seja, quase em todo o lado fora de um editor.
- Escolha WAV quando
- Escolha WAV para gravar e editar, e para uma cópia mestra de onde produzirá outros formatos mais tarde.
Converter entre os dois
Perguntas frequentes
- Consigo recuperar qualidade de WAV a partir de um MP3?
- Não. Converter um MP3 para WAV produz um ficheiro grande que contém exactamente o que o MP3 continha, ou seja, uma gravação a que já foi retirado detalhe. O resultado é maior, não melhor. Converta para WAV quando um programa o exigir, não na esperança de recuperar seja o que for.
- Qual é melhor, MP3 ou WAV?
- Nenhum, em geral — se um fosse simplesmente melhor, o outro teria desaparecido. São bons em coisas diferentes, e a resposta curta acima diz qual em quê. A pergunta útil é o que o ficheiro tem de fazer a seguir: ser editado, ser publicado, ser aberto por outra pessoa, ou caber dentro de um limite de tamanho.
- Converter entre eles perde alguma coisa?
- Depende da direcção. Converter para um formato que guarda tudo não perde nada mas também não recupera nada; converter para um que descarta detalhe perde um pouco de cada vez. A tabela acima diz qual destes dois faz o quê.
- Posso converter de volta depois?
- O ficheiro converte-se de volta, mas se volta inalterado depende da direcção. Entre dois formatos que guardam tudo, uma ida e volta é sem perdas. Onde um dos dois descarta detalhe, esse detalhe desapareceu e a viagem de regresso não o pode inventar.
- Posso usar os dois?
- Numa página web, muitas vezes sim, e normalmente é a resposta certa: sirva o formato moderno mais pequeno e indique um mais antigo como alternativa, para que cada navegador leve o que entende. Para um ficheiro que entrega a uma pessoa, escolha um — aquele que ela consiga abrir.
- Qual é que o meu software suporta?
- A tabela lado a lado acima diz que navegadores leem cada um, que é a parte que mais varia. O suporte em computador é mais difícil de resumir em geral e costuma andar anos atrás dos navegadores, pelo que se o ficheiro vai para outra pessoa, o mais antigo e mais amplamente lido dos dois é a escolha mais segura.
- Converter entre eles é grátis?
- Sim, sem conta e sem limite de quantos ficheiros converte. Todos os conversores ligados a partir desta página correm no seu navegador: o ficheiro é lido do seu dispositivo, convertido por código a correr nele, e devolvido como transferência.
- O meu ficheiro é enviado?
- Não. Aqui não existe servidor de conversão nenhum para onde o enviar, e não há serviço de terceiros envolvido. Pode confirmá-lo você mesmo: abra as ferramentas de programador do navegador, mude para o painel de Rede sem filtro, e faça uma conversão — nenhum pedido leva o seu ficheiro.